Falar mal dos homens não faz parte da receita para o amor feliz

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Falar mal dos homens não faz parte da receita para o amor feliz. Mas deixar o cinismo estragar seu final feliz não é apenas jogar um olhar maldoso sobre o sexo masculino. É também abrir mão do amor.

 

Não é coincidência que os personagens dos romances de Jane Austen mais sujeitos às ilusões Românticas são também os que abrem mão de suas esperanças de amor real mais rapidamente – os que estão dispostos a se “acomodar”. Logo, faz sentido de uma forma estranha que depois de dois séculos de altos e baixos do Romantismo, as mulheres modernas estejam reduzidas ao ponto em que ao menos algumas de nós estão prontas para abrir mão do casamento por amor. É bizarro, mas verdadeiro, que séculos depois que a civilização ocidental adotou o casamento por amor e décadas depois da revolução sexual e da segunda onda do feminismo, o casamento arranjado tenham ganhado um novo olhar. Desde piadas em Os Simpsons até os reality shows onde as mulheres deixam a escolha de seus parceiro para amigos, família, ou o público, e conselhos sobre relacionamentos baseados nas casamenteiras tradicionais, as norte-americanas parecem estar levando o casamento arranjado mais a sério hoje em dia do que em qualquer momento desde a era colonial. E, enquanto parece difícil ver esse fenômeno cultural como qualquer coisa além de um grito desesperado por ajuda, Lori Gottlieb construiu um argumento sério e largamente discutido – nas páginas da Atlantic, nada menos que isso – sobre porque as mulheres deveriam abdicar de buscar o amor verdadeiro e “se acomodar” com um homem que vai ser um marido e pai responsável, mesmo que ele realmente não mexa muito com ela.

 

A eminentemente Jane Austen prática e realista concordaria com isso? Absolutamente não. Ela poderia ter aconselhado Lori Gottlieb a ser menos Romântica nos primeiros momentos de sua vida amorosa, porém, Jane Austen nunca embarcaria em conselhos cínicos que a dizem para casar com um homem que você não ama de verdade. Gottlieb é um caso clássico de “refinamentos românticos de uma mente jovem” abrindo caminho, conforme se adquire conhecimento de mundo, para o cinismo.

 

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