Desacelere suas emoções

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Algumas vezes, as heroínas de Jane Austen se apaixonam completamente antes que os homens se comprometam. Todas elas, em um ponto ou outro, encontram-se apaixonadas em um nível e “com alguma dúvida do retorno”. Mas elas nunca dizem isso a um homem, como Audrey Raines fez. E elas também não começam a tentar se certificar de que ele vai se apaixonar também. Se uma heroína de Jane Austen vê um desencontro entre o quão rápido ou quão profundamente ela e um homem no qual ela está interessada estão se apaixonando, ela lida com isso primeiro no ponto onde ela tem controle e onde ela tem direito de ter controle. Ela pensa em administrar suas próprias expectativas em vez de jogar seus sentimentos e desejos para o mundo ou manipular o homem. Em vez de planejar esquemas para acelerá-lo, ela freia.

Nós, mulheres do século XXI, sabemos tudo sobre sexo, um assunto que Jane Austen quase não menciona. É axiomático hoje que, para ser um cavalheiro, e não um idiota, um cara tem que estar disposto a desacelerar sexualmente, a se ritmar para fazer amor – para acomodar a reposta sexual tipicamente mais lenta de uma mulher. Em comparação, não temos noção nenhuma do amor. Jane Austen, que sabia tudo de amor, entendia que uma mulher, muitas vezes, precisa desacelerar suas emoções e esperanças para o futuro, controlar a velocidade com a qual ela está se apaixonando, para poder acomodar a velocidade tipicamente mais lenta do apego emocional masculino. Em Jane Austen, autocontrole dá poder. Não é ser uma mulher reprimida e sem “voz”, que não sabe que pode ir atrás do que quer. As heroínas de Jane Austen sabem exatamente o que querem. Mas elas sabem que se agarrar a isso não garante o amor.

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